Depois de nossa saga para sair de San Pedro de Atacama e da pior noite que tivemos, às 7h do dia 04/04/2010, pegamos a estrada novamente e seguimos em direção à Salta.
Ao iniciar a viagem, meu único pensamento era que precisava descer o quanto antes, pois só assim voltaria ao normal e todo aquele mal estar que a altitude causa iria passar.
Seguimos alguns quilometros e depois de cerca de 2 horas chegamos em Susque. Como vimos uma placa na estrada indicando que lá havia uma aduana e considerando nosso trauma com essa questão, entramos naquele vilarejo.
No entanto, quando chegamos à aduana, esta se encontrava fechada e só havia um monte de caminhões e caminhoneiros aguardando. Então ficamos aguardando, pois nos informaram que abriria às 9h e já era por volta de 8:45h.
Quando apareceu a primeira agente, perguntamos se teríamos que fazer alguma coisa, mas ela nos disse que como havíamos passado em Paso de Jama não havia mais nada a fazer e que aquela aduana era somente para caminhões. Então vejam só que situação, quando a gente fica na dúvida, mas não pergunta a gente comete um grande erro, mas quando fica na dúvida e pergunta, percebe que fizemos papel de idiota.
Mas tudo bem, como já estávamos lá, aproveitamos e fomos a um locutório para colocar nossas ligações em dia, afinal todos achavam que já havíamos chegado à Salta àquela altura do campeonato.
Mas nossa parada em Susque nos fez descobrir que apesar dos pontos negativos de nossa hospedagem no posto de gasolina em Paso de Jama, aquela provavelmente foi a melhor opção, pois o que seria a nossa segunda nos pareceu uma péssima idéia.
Isto porque o que parecia ser uma hospedaria era um lugar extremamente decadente. Não entramos, mas pela aparência exterior nos custa acreditar que fosse algo melhor do que o quarto em que dormimos na noite anterior.
Mais uma vez seguimos viagem e quando estávamos descendo por volta da Quebrada de Humuhuaca nos ocorreu a situação mais estranha da viagem. Um grupo armado nos mandou parar. Havia 2 homens e 1 mulher no meio da estrada logo depois de uma curva, enquanto outros 2 estavam escondidos no barranco ao lado esquerdo. Tudo bem que poderíamos pensar que era uma blitz de rotina, mas o problema era que os carros que usavam não estavam identificados como da polícia e a única indicação desta possibilidade era que eles estavam usando um colete escrito polícia nas costas.
Fiquei um pouco nervosa, afinal estávamos no meio do nada, mas a única coisa que fizeram foi nos perguntar de onde estávamos vindo. Dissemos que era de San Pedro de Atacama, então eles nos mandaram seguir viagem.
Até hoje não temos certeza se eram policiais disfarçados ou bandidos. Inclusive, em Salta perguntamos se seria possível. A verdade que ninguém sabia nos dizer com segurança e todos acharam aquela situação bastante estranha.
Passado o susto, seguimos viagem. A paisagem entre Susque até Pumamarca é muito interessante, pois além de mudar de um ocre desértico a um verde bandeira, ainda tem a Quebrada da Humuhuaca que nos presenteia com vales e montanhas com um solo multicolorido devido os diversos minérios que há naquela região.
Assim, chegamos à San Salvador de Jujuy, que é a capital da província de Jujuy, por volta de meio-dia e decidimos almoçar por lá. Depois do almoço seguimos viagem e chegamos à Salta por volta de 15h, onde ficamos até 07/04/2010.
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