A decisão de viajar para o Chile em pleno terremoto

Exatamente 1 mês antes da viagem, que eu e minhas amigas iríamos fazer em 2010, resolvemos fazer uma reunião para discutir nosso destino.
Era 27/02/2010, o dia do grande terremoto que atingiu o Chile. Ainda não sabíamos onde iríamos, mas de uma forma completamente estranha a idéia de todas convergia para o Chile e Argentina.
Saí cedo de casa para resolver algumas pendências e depois me reunir com 2 das amigas do grupo e, assim, definir todos os pontos e, quem sabe, comprar as passagens e reservar o hotel.
Não estava a par dos acontecimentos, mas quando nos encontramos, claro que o assunto principal foi o terremoto no Chile.
Com as informações que obtivemos na tv e na internet, inicialmente ficamos inclinadas a abandonar de vez a idéia de fazer esta viagem e começamos a cogitar outras opções, mas todas as opções que pensávamos apresentava algum reflexo ou ameaça do terremoto ocorrido ou era inviável para nós de alguma forma. E olha, que fomos bastante criativas: pensamos do cone sul ao Havaí, da américa à europa.
No entanto, naquele momento as notícias a respeito ainda eram poucas e isso foi suficiente para nos permitir ser otimista e acreditar que o problema não era tão grave assim ou quem sabe foi apenas uma desculpa para nós, afinal queríamos aproveitar uma promoção de passagem aérea da Gol que estava ocorrendo naquele final de semana.
Confabulamos um pouco e concluímos que não havería problemas e poderíamos optar por uma viagem ao Chile e Argentina, desde que conseguíssemos convencer nossa outra amiga que não pode ir à reunião e a nossa família.
Convencer a primeira foi fácil, bastou uma única ligação telefônica e ela já havia topado, quanto a nossa família resolvemos que o melhor era dar a notícia aos poucos.
Assim, compramos as passagens aéreas, reservamos o hotel em Santiago e alugamos o carro, pois decidimos que viajaríamos de carro pelo norte do Chile e noroeste da Argentina.

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